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Como
evitar dívidas?

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A facilidade de acesso ao crédito tem levado muitos servidores públicos ao endividamento excessivo, privando-os de parte de sua renda em função do pagamento de prestações mensais que reduzem suas capacidades de consumir, de poupar e de realizar seus projetos de vida. De acordo com dados do Banco Central (2013), os servidores públicos já devem R$ 135,2 bilhões aos bancos por meio de empréstimos consignados, volume 7,5 vezes maior do que os débitos de trabalhadores da iniciativa privada.


Dívidas, contas em atraso, nome sujo e outras preocupações com dinheiro causam o estresse financeiro que, por sua vez, pode ter um impacto muito negativo na produção profissional e nas relações pessoais e familiares. Para ajudá-lo a evitar dívidas, manter a saúde financeira e construir o seu projeto de vida, a SP-PREVCOM elaborou oito dicas simples para você colocar em prática hoje mesmo.


1. Faça um planejamento financeiro e respeite-o

Fazer o seu orçamento anual e ter clareza sobre as suas despesas e receitas é o primeiro passo. Em seguida é necessário estabelecer metas de curto, médio e longo prazos. Se tem a intenção de adquirir um imóvel, carro ou outro bem, verifique se a compra cabe no seu orçamento anual ou faça as contas de quanto precisará poupar por mês para conseguir alcançar tais objetivos de consumo. Se for inevitável a antecipação da compra e você optar por um empréstimo, faça uma pesquisa detalhada sobre as menores taxas de juros do mercado e verifique no seu orçamento qual o melhor momento para a contratação.


2. Priorize os pagamentos à vista e sempre negocie descontos

Embora as opções de crediário e parcelamento possam ser muito tentadoras, as pequenas parcelas escondem em geral juros elevados e isso faz uma grande diferença entre os preços à vista e a prazo. Faça as contas e escolha sempre a opção que representar um custo menor. A negociação de descontos é uma prática comum em muitos países. Os descontos podem variar de 5% a 30%, o que, em médio e longo prazos, podem representar uma economia significativa.


3. Use o cartão de crédito de forma controlada e pague sempre o total da fatura

É permitido pelas operadoras de cartão de crédito que você pague a fatura parcialmente, acima de um mínimo estabelecido e abaixo do valor total. Porém, tome muito cuidado. A operadora cobrará juros altos sobre o valor que você ficou devendo e será como se todas suas compras e serviços tivessem custado muito mais caro. Pagando o mínimo, você terá uma dívida que crescerá mês a mês. Lembre-se: optar por pagar qualquer valor diferente do total da sua fatura é assumir que o restante do valor você usou como empréstimo pré-aprovado. O pagamento das parcelas da dívida levará à redução do seu poder mensal de consumo, já que você terá de reservar parte dos seus recursos para pagar não apenas a dívida inicial, mas também os juros.


4. Nunca gaste mais do que você dispõe

O limite do cheque especial é uma das armadilhas que levam ao endividamento excessivo. Como acontece com o cartão de crédito, a utilização do serviço dá a sensação de que estamos comprando sem gastar. Entretanto, estamos pedindo dinheiro emprestado e pagando juros por isso. Os juros do cheque especial variam entre 18% e 250% ao ano. São um dos mais altos do mercado.


5. Coloque o seu projeto de vida em primeiro lugar

Lembre-se que, a cada nova dívida, você fica um pouco mais longe do seu projeto de vida.


6. Certifique-se de que o consumo é uma necessidade real

O consumo excessivo também pode ser uma armadilha para contrair dívidas. Por isso é muito importante ter certeza de que o consumo atende a uma necessidade real e não a um desejo que responde somente às nossas emoções ou à pressão social.


7. Crie uma poupança para emergências

Algumas dívidas são criadas para pagar despesas extras que surgem anualmente e ainda não estão previstas no orçamento (matrícula escolar, licenciamento do carro, IPTU, etc.) ou ocasionalmente (acidentes, doenças na família, desemprego etc.). A criação de uma poupança para emergências faz com que você esteja preparado para enfrentar imprevistos e evite que tais despesas levem a um endividamento. A poupança deve ter, no mínimo, três meses de despesas, mas o ideal seria um valor suficiente para seis meses.


8. Nunca comprometa mais de 30% da sua renda líquida com dívidas

Se quiser ou precisar fazer um financiamento para adquirir um imóvel ou um bem de consumo antecipadamente, lembre-se de não comprometer nunca mais do que 30% da sua renda líquida, de forma a minimizar os riscos de inadimplência.



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